terça-feira, 2 de setembro de 2014

O cisne negro

Boa noite moças! Estava olhando um blog que eu havia feito para uma avaliação escolar. Era um blog de críticas e análises de filmes, charges e histórias no geral. Tudo isso não importa, as críticas eram bobinhas, mas uma, em especial, me chamou a atenção não pelo fato de ter sido aquela na qual dediquei-me mais, mas pelo fato de eu ter posto todo o meu coração e sentimento nela. Por isso, me deu vontade de repostá-la neste blog... 

Crítica de filme - O cisne negro

Um dos filmes mais chocantes e pertubadores do cinema. Aronofsky o começa com uma bailarina  Nina Sayers (Natalie Portman) se movimentando, sob um foco de luz que tenta focá-la, mas não consegue iluminar a angustia e tristeza de seus olhos. Cisne Negro é sobre essa dançarina, repleta de talento e obcecada pela absoluta perfeição,  que vê a oportunidade de brilhar nos palcos, pois tecnicamente, não há bailarina alguma do corpo ballet a que pertence que lhe chegue aos pés. Cada movimento de seus passos é feito com um rigor absoluto. No entanto, essa rigidez a impede de soltar suas emoções no palco, de tal modo que Nina vê seu papel ameaçado por Lily (Mila Kunis), pois enquanto esta representa o cisne negro (luxurioso e perverso), Nina representa o cisne branco (deslumbrante e amável). Isso faz com que as duas bailarinas possuam uma terrível rivalidade e obriga que Nina parta nessa angustiante e depressiva viagem, em que tem que deixar que um lado seu, até aqueles momentos, desconhecido, tomar conta de seu eu: seu reflexo negro. 
O filme mostra as reações de uma mente que decide criar a sua própria versão da realidade, libertando o lado selvagem, escuro que há dentro de cada um de nós e as atitudes que nunca pensamos que faríamos.
Aronofsky apresenta a queda das defesas, mostra cada passo de Nina em direção às trevas, mostra o lado obscuro, selvagem e exótico que há em cada ser. A personagem opta pela busca da perfeição e permite que a ficção tome conta da sua mente.
Nina, aos poucos, vai abrindo as portas para esse monstro da escuridão, se livrando de sua inocência de uma criança, encontrando o lado escuro de sua pureza e rivalizando com Lily.
Em cisne Negro, existem duas forças em conflito: o autoconhecimento e a perfeição. Atrás dessas forças, Nina entra na espiral da vida, repleta de tristezas, tormentas e loucuras. O espectador pode ver e observar cada detalhe da mente atormentada de Nina, além de observá-la passo a passo em sua transformação nessa criatura das trevas, sem barreiras e limites.
O desfecho é perfeito e grandioso, Nina sobe ao palco com um olhar profundo, apaixonado, libertador e cheio de violência e que possui o mundo inteiro aos seus pés, seguido de uma salva de palmas dependente da perda de tudo o que lhe impediu de chegar até aquela última dança do cisne branco a procura da perfeição. O julgamento final fica nas mãos e mentes da platéia.
As luzes se apagam e as cortinas se fecham, levando para sempre uma criança despedaçada, mas perfeita.

Bem, é essa. Não é aquela crítica, mas... Eu gosto. Quis postar novamente para não perdê-la. Meus dias continuam na mesma, nada de bom mas nada de mau... Fazer o que, né? Quando tiver novidades eu posto ;)


Beijos

4 comentários:

  1. Na boa, achei a melhor crítica desse filme que já li!
    Captou muito bem o ponto principal desse filme, que na minha opiniao é a exploracao(florecimento) dessa "sombra" junguiana.
    Um dos meus filmes favoritos. :)

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    1. Obrigada alie *-*
      Foi justamente esse lado sombrio que faz com que esse seja meu filme favorito....
      Beijo

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  2. Concordo com a Alie, uma das melhores criticas q li sobre o filme!!
    Mande mais noticias suas flor, espero q esteja bem!

    Se possível dá uma passadinha no meu blog >> http://algumaspartesdemim.blogspot.com.br/

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