terça-feira, 28 de outubro de 2014

Animalização da realidade

«Se o pão é o símbolo do que o homem precisa, o vinho é o símbolo da superabundância da qual também temos necessidade. Ele é sinal da alegria, da transfiguração da criação. Tira-nos da tristeza e do cansaço do dia-a-dia e faz do estar juntos uma festa. Alegra os sentidos e a alma, solta a língua e abre o coração. E transpõe as barreiras que limitam a nossa existência.» (Cardeal Joseph Ratzinger, citado por Luís Costa, Público 28.12.06)

Quero ter minha propria coleção de vinhos. Ah... bebida preciosa na qual me afundo em meus momentos mais obscuros...


Passando para compartilhar uma alegria e uma tristeza.

A tristeza: num momento de estresse (domingo a noite) sentei na cama com uma garrafa de vinho branco do meu lado direito e uma navalha do meu lado esquerdo. Fui bebendo, bebendo e bebendo. Cheguei na metade da garrafa e olhei para a navalha. Fitei-a. Tentei ignora-la. Meus instintos animalizados se apoderaram de mim e num momento de furia vi que escorria de meu braço um filete de sangue. Não fiquei contente. Mas a dor é preciosa. A dor precisa ser sentida.  Então fui fazendo furinhos em meus braços com a navalha, enquanto tomava o que restava na garrafa. Novos filetes do liquido vermelho escorria do meu corpo. Então terminei a garrafa e me deitei. Acordei no outro dia, com a cabeça latejando e meu braço esquerdo praticamente mutilado. Lá se vai um mes sem me cortar. Ah, foda-se...

A alegria: entrei em todas as minhas roupas de dois anos atras, mini saias, calças e blusinhas. Tudo!! Mas ainda estou com 64,3 kilos...

SOU INUTIL

4 comentários:

  1. O primeiro texto coloca o vinho como algo social e não-necessário, e o segundo, o seu, me preocupa por colocar o vinho como de certa forma necessário para mais uma fuga da realidade(além da automutilação). Lembre-se do controle, quanto mais a gente puder aguentar, melhores pessoas seremos. Mind above body.

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    1. Exatamente como eu me sinto. Tento muito me controlar, tanto que não me cortava ha um bom tempo...
      Mas acho que quando tenho essas crises já estou fora da realidade. Uso a bebida para esquecer que não estou em mim... confuso né? Mas sou assim... alguem que tem a coragem de se cortar e depois ficar fazendo furinhos em si mesma não é normal.
      Talvez eu seja masoquista

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  2. Luuh,

    Fico super feliz por ter conseguido entrar em todas essas suas roupas.

    Espero que consiga ficar novamente bastante tempo sem se cortar, ou melhor, que consiga não se cortar mais.

    Fique bem.

    http://umanamia.blogspot.com.br/

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    1. Obrigada pela força...
      Farei o possível para não me cortar novamente...

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