domingo, 7 de agosto de 2016

Considerações, pensamentos e momento "I have a dream"

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

( Carlos Drummond de Andrade , A flor e a náusia)

Como uma amante da natureza e de todas as boas ideias sustentáveis devo admitir: Foi uma ótima abertura. Algo que o mundo inesperava. Algo que pegou a todos de surpresa. Usar a abertura das Olimpíadas como um meio de chamar a atenção mundial ao Planeta e os malefícios que o ser humano vem causando a si mesmo foi uma ideia que merece, no mínimo, um bom reconhecimento.
Não vou engrandecer o Brasil nesse ponto. Longe disso. Devo apenas reconhecer algumas qualidades. E o momento não poderia ser menos oportuno. Em dezembro de 2015 o Brasil sai da COP 21 com metas extremamente ousadas e que, de certa forma, atraem o respeito mundial. Não que eu acredite que elas realmente serão alcançadas, a desmatação ilegal da Floresta Amazônica, por exemplo, é algo que dificilmente findará (já que a legislação brasileira é precária e muitos brasileiros, sem generalizar, são egocentricos e só se preocupam com suas próprias ambições). Mas pode-se dizer que ainda existem aqueles que tentam e lutam por seus ideais. Digo isso pois, diferentemente dos EUA e da China, que não apresentaram compromissos concretos, o Brasil ao menos tentou. 
Por isso, achei uma linda abertura. Deixou aquela ostentação olímpica à qual estamos acostumados para focar no belíssimo texto de Drummond e no belo verde das matas.

Infelizmente, a abertura só não foi mais bela devido a horrível história de nosso país. Mostrar índios, negros, árabes e japoneses como formadores de nossa identidade é indiscutível e necessário. O triste é pensar no que todos eles passaram e sofreram nas mãos da hipócrita elite que formou-se no Brasil. Explorados, sacrificados e massacrados, sem direito à suas religiões, sem direito às suas famílias, sem direito aos seus sonhos, sem direito às suas vidas. Essa macabra realidade tornou  obscuro o momento em que ela foi superficialmente retratada.




Minha dieta está indo até que bem... 
Adquiri o hábito de comer meio mamão eca todas as manhãs. Depois como meu almoço (carne, vegetais e salada) as 14 horas com chá verde. Antes de dormir, às 22 horas, mais chá verde (acelera meu metabolismo a noite, mas existem pessoas que têm insônia se tomarem antes de dormir). 
Não tive compulsões e estava sem doces há um mês. Hoje comi um pedaço de bolo de chocolate. Tive um pico de glicose e estou passando mal. Estou evitando e me segurando ao máximo apelar para vômitos. Aparentemente me desacostumei com altos níveis de glicose. 
Além disso, tive virose na quinta feira da semana passada. Quase botei minhas tripas pra fora. Estou tomando água loucamente. Mesmo assim, minha barriga às vezes treme e me dá umas cólicas super estranhas. 

Estive pensando... Sonho em ser magra há tanto tempo. As vezes meus sonhos de mim mesma magra criança se confundem com a adulta. Ou seja, não consegui realizar meu sonho de criança quando era pequena. Eu realmente preciso realizar meu sonho de adulta. Se não o fizer, vou ser eternamente infeliz e uma idealizadora. Vou sempre dizer: e se? E se? E se...?

Não quero viver de "e se?" a minha vida inteira. 
Não quero passar mais um ano querendo realizar meu sonho de 10 anos atrás...
Não quero sonhar, sonhar... e nunca alcançar.
Não quero ver minhas fotos antigas e perceber fracasso no meu olhar.

Quero mudar! Quero realizar! Quero vencer! Quero viver!


Eu vou viver!


sábado, 23 de julho de 2016

Mudanças

Há dias estou pensando em como fazer este post. Tantas coisas a dizer, tantas mudanças a contar, tantos sonhos mudados... Mas eu realmente não conseguia admitir.
Dezembro do ano passado começou minha verdadeira mudança. Talvez eu só precisasse amadurecer para poder confirmá-la a mim mesma.
Enfim, vamos lá!

Novembro

Desespero. Vestibular. Choro. Raiva. Frustação. 
Terminei meu namoro. Decidi não mais amar. Acho que existem pessoas que são melhores sozinhas do que acompanhadas. E eu sou uma delas. Eu busco um ideal. Não somente físico, mas pessoal e profissional. E se for para estar acompanhada de alguem, essa pessoa precisa buscar esses ideais. 
Eu luto e batalho por uma universidade. Não sou muito inteligente ou uma daquelas pessoas que você olha e diz: que nerd! Mas sou determinada e muito esforçada. Quando quero algo, eu realmente quero! E busco N meios para conseguir. 
Meu ex era diferente. Com a convivencia, notei que ele era (ainda deve ser) relaxado e sem determinação alguma. Típico filhinho de papai. 
Muitas vezes eu deixava de sair com ele para estudar. E eu me estressava, pois via que ele não se esforçava no emprego, não queria estudar bulufas alguma e só queria farra. Eu fui desgostando, desgostando... Até o ponto em que precebi que não suportava mais estar ao lado dele. Mesmo assim, decidi relevar por um tempo. Um belo dia o bonito chega para mim (por mensagem... o outro ex fez a mesma coisa ou é impressão minha?) e diz que eu havia mudado, não saia mais com ele e até a família dele já estava comentando. Família? E eu com a família dele? Vi que ia dar merda e o bloqueei do celular. Nunca mais nos falamos. Melhor assim. Um dia eu ia explodir e está aí uma coisa que não é boa.
Tudo isso em véspera de vestibular. Mas não me abalei. Muito pelo contrário, dei graças aos céus.
Mas... Nada. Eu havia prestado engenharia. Pensei estar decidida. Ainda bem que não passei. Não ia gostar. No fundo, sempre quis trabalhar na área da saúde. Gozado, né?

Dezembro

Fim de ano. Comida. Recomeço de merda. Mudanças sendo iniciadas.
Muito bolo, muita torta de morango, limão e holandesa. Lasanha, lasanha, lasanha. Fogos de artifício! Pessoas gritando, dançando e eu olhando pela janela do meu quarto e pensando: Quem é a Luana? Quem ela quer ser? Como vai ser a vida dela?

Janeiro

Matrícula em outro cursinho. Mais um ano.
Vamos com fé em busca do curso dos meus sonhos, que é...
Ihh! Tenho que admitir a mim mesma. Odeio engenharia. Odeio calculos e geometria.
Mas então... só me resta aquele curso. Aquele que sempre gostei, desde pequena. Aquele que quando programas sobre ele passam no discovery eu parava tudo para assistir. Ou quando entro no local de trabalho desses profissionais eu me sinto em casa. 
Droga, tenho que admitir... Amo medicina.

Fevereiro

Medicina? Concorrencia? Desespero?

Sim... No final de janeiro eu assinei embaixo: anta. Sou apaixonada pelo curso mais concorrido do Brasil. E preciso estar em universidade publica, pois dinheiro aqui não existe. Decidido! É o que eu quero realmente. 
Lógico que eu vou pensar em uma segunda opção, mas ainda não.

Março/Abril/Maio

Estudar, estudar, estudar. Engordar, engordar, engordar.
Nada a comentar, praticamente não existi nesse período.

Junho

Bosta! 19 anos!? 73 kilos!? 
Como eu engordei tanto assim, Jesus?
Além disso, eu me imaginava de outra maneira aos 19 anos. Sou extremamente dependente dos meus pais. Amo literatura infanto juvenil. Sou viciada em animes. Deus! Eu sou o oposto do que eu realmente queria ser.
Queria ser independente, estar na faculdade, ter mais amigos... Não abro mão dos animes. Queria ser magra... :'(
Mas, tenho que admitir. Tive um progresso. Com os namoros de merda amadureci, perdi a timidez. Com os monólogos gigantes da minha mãe eu cresci. Eu mudei. Não sou a mesma que iniciou o blog. 
Admito, amo ser kawaii. Fui influenciada por isso minha vida inteira, só lutava para mudar isso. Mas desisto, eu sou fofa e vou continuar sendo fofa. Posso me odiar por ser assim. Tanto que quando iniciei o blog, lutava para ser o mais dark possível. Mas, para que mudar quem você é interiormente? Não dá.
Ou seja, sou uma pequena grande criança de 19 anos.
Jesus...

Julho

Dormir é bom!!! Assistir filmes é incrível! 
Minhas férias de 3 semanas serviram para que eu caísse na real e decidisse parar de engordar. O processo foi lento, tanto que essa foi minha última semana e só nela comecei minha dieta. Descobri que gosto de estar sozinha. No futuro, vou ter um gato e fazer dele minha eterna companhia. Percebi que me curei do meu TOC.  Isso foi lá pra maio, creio eu. Não sei quando ou como. Mas parei de ser obcecada com organizações. Melhor, menos problemas. Acima de tudo, percebi que não dá para eu ser feliz sem realizar meus sonhos e que em um deles está a angustia por almejar ser magra.
Hoje, 4h da manhã escrevo tudo isso. Estou com 70 kilos e vou chegar nos 60 de novo, custe o que custar!
Meu penultimo dia de férias.
Talvez eu não tenha tempo. Mas eu prometo que de vez em quando passo para pelo menos dizer: oi, estou viva, ok?

Ah, estava esquecendo. Vou manter atualizado essa tabelinha de metas. (Como doi tirar os "x" que eu havia posto nos kilos perdidos)

Mas antes de dizer adeus... Quem me acompanhou percebeu que sou viciada em chá verde (Bancha). E eu percebo que muitas pessoas odeiam o sabor. Em junho fui ao Marukai (o mercado japonês aqui na liberdade, SP) e me deparei com esse saquinho:



Foi caro... Acho que uns 25 reais 200 gramas. Mas eu arrisquei. E adorei! Não é como os chás verde brasileiros que são amargos, queimados ou com gosto de oleo de figado de peixe. Ele é o japonês mesmo e bem mais saboroso e levinho. Eu joquei fora a embalagem, por isso não faço ideia da marca ou de quem produz (Tinha a etiquetinha em ingles atras). Como é a Marukai quem importa, então não sei se tem em outros lugares. Mas quem morar por aqui e quiser tentar... Eu recomendo :)

Por hoje é isso. Até breve, borboletas!